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Felipão não vê Espanha favorita e fala em resultado: ‘Jogo bonito passa'

Bem-humorado, treinador põe Brasil em situação de igualdade com a Fúria para a decisão e vibra: ‘Voltamos a ter credibilidade com o nosso torcedor’

Na véspera da decisão da Copa das Confederações contra a Espanha, um Felipão leve e bem-humorado. Apesar de fortemente gripado, o técnico da seleção brasileira voltou a mostrar seu estilo brincalhão, que predominou durante quase toda a Copa das Confederações. Mas, na hora de analisar o duelo com La Roja, falou sério e minimizou o suposto favoritismo dos rivais, apesar de reconhecer o bom trabalho realizado por eles.
- Não considero a Espanha favorita. Nos últimos seis anos, a Espanha impôs seu futebol e venceu competições importantes. Eles vêm jogando com praticamente a mesma equipe nos últimos seis anos. Eles levam alguma vantagem. Mas temos algo que é importante. Voltamos a ter credibilidade com o nosso torcedor. Vamos buscar aquilo que imaginávamos desde o inicio, que é jogar e ganhar a final.
Questionado sobre jogar bonito e vencer, Felipão afirmou que está mais preocupado com o resultado do que com o espetáculo.
- Jogamos bonito uma Copa do Mundo e não ganhamos. Sacrificamos o resultado pelo espetáculo. A seleção da Espanha está jogando bonito e ganhando. Dizem que daqui a dois anos, os que estão surgindo não têm o mesmo estilo. São épocas. A seleção de 2002 foi bonita. Fez 19 gols, venceu todos os jogos e ganhou. Às vezes, não é possível. O resultado fica para a história, o jogo bonito passa. Essa é a minha filosofia. Quer gostem ou não gostem – disse Felipão.
Bom humor dá o tom da coletiva
Durante boa parte da entrevista, porém, Felipão respondeu as perguntas em tom leve. Logo no início da coletiva, ele se arriscou no inglês e brincou rapidamente com o chefe de imprensa da Fifa.
- Em inglês, só sei falar “yes” ou “no” – brincou o treinador, arrancando risos dos presentes na sala de coletiva, ao ser questionado em inglês pelo assessor da Fifa. Felipão também fez provocações com seu assessor pessoal e com o assessor de imprensa da CBF, ao longo da entrevista.
Questionado o que teria falado para sua mulher, dona Olga, sobre a Espanha, Felipão mais uma vez abusou do bom humor.
- Ando numa fase tão ruim. Parece que tenho três gatos dentro do peito. É tosse, é gripe, está difícil. Quero me recuperar até domingo à noite para chegar segunda-feira em casa em condições de abraçá-la. Faz falta. Sobre a Espanha, não falei nada.
Motivação em alta
Felipão ainda revelou que os jogadores estão tão motivados para a decisão que, em algumas situações, ele precisa até conter a expectativa dos atletas.
- Meus jogadores estão muito motivados, muito contentes por chegar à final. Vejo os atletas conversando muito mais sobre a final, até mais do que eu imaginava. Às vezes temos que segurar. Como disse o Daniel Alves, temos condições, acreditamos em nós e respeitamos a Espanha. No Brasil, nós temos que nos fazer respeitar. É a nossa casa.
Por fim, Felipão falou sobre os obstáculos que a Seleção enfrentou até chegar à decisão da Copa das Confederações.
- Vocês não imaginam a dificuldade que é ficar 30 dias juntos, administrar coisas que não são do futebol. Todos os dias temos novas informações dos adversários, que temos que passar no telão para os jogadores. Todo dia é uma situação nova. Não é fácil. Os últimos 30 dias foram mais longos do que imaginávamos. Para montar uma seleção com essa possibilidade de chegar à final, tivemos que percorrer um caminho que não esperávamos.
Brasil e Espanha decidem a Copa das Confederações, neste domingo, às 19h, no Maracanã. A TV Globo, o SporTV e o GLOBOESPORTE.COM transmitem o jogo. O site detalha todos os lances em Tempo Real.

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