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Abatedouro de aves caipira em Monteiro será submetido a abate teste

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O segundo maior abatedouro de aves caipiras da Paraíba, no bairro do Mutirão em Monteiro, um empreendimento apoiado pelo Governo da Paraíba, via Projeto Cooperar, e pelo Banco Mundial, será submetido a um teste na presença de técnicos do Serviço de Inspeção Estadual (SIE) nesta terça-feira (12). O abate técnico ocorrerá às 9h e, caso seja aprovado, o empreendimento ganhará certificação, podendo vender sua produção, estimada em 300 aves/hora, no mercado estadual.
A certificação de qualidade concedida aos produtos de origem animal possibilita a comercialização dos produtos em âmbito estadual, porque está dentro dos padrões que preservam a saúde dos consumidores. O projeto apoiado pelo Governo do Estado por meio do Cooperar e do Banco Mundial tem prognósticos de abater e processar, em 180 dias, 600 aves por hora.
A unidade de abate de aves caipira da Associação Comunitária Vicente de Assis Ferreira de Avicultura Alternativa do Cariri Ocidental Paraibano (Aval), foi entregue em março deste ano pelo Governo do Estado, que investiu R$ 532,5 mil pelo Cooperar e mais R$ 128 mil do Empreender Coletivo para a estruturação de 30 granjas e aquisição de equipamentos e ração.
O abatedouro está situado numa área de 2.570 metros quadrados e beneficiará diretamente 117 famílias de 24 comunidades rurais.
O empreendimento tem uma área construída de 500 metros quadrados, que também abrigará um anexo com sala para a administração do empreendimento, vestiário, cantina e área para inspeção dos produtos.
Segundo o coordenador do Projeto Cooperar, Roberto Vital, o subprojeto de avicultura alternativa em Monteiro causará impacto socioeconômico positivo na agricultura familiar de Monteiro e dos demais municípios da região do Cariri Ocidental.
Segundo a diretoria da associação, a produção anual de aves é de 270 mil cabeças, mas com o abatedouro, a perspectiva é dobrar a produção até o final deste ano.
A Aval foi fundada há quatro anos por um grupo de 16 agricultores com interesse em praticar avicultura alternativa. Possui área de abrangência em todo o território do município e conta atualmente com 86 sócios localizados em diversas comunidades rurais. A associação é formada em sua maioria por mulheres e jovens, que tem na avicultura sua principal fonte de renda e ocupação de mão de obra familiar.
O processo de produção primária avícola será gerido pela Aval, enquanto que o abate, beneficiamento, embalagem e distribuição serão feitos pela Cooperativa de Avicultores de Galinha Caipira e Agricultura Familiar do Estado da Paraíba Ltda (Coopeaves).
As famílias beneficiárias deste subprojeto de avicultura alternativa, financiado pelo Cooperar e Banco Mundial, residem nas comunidades Zé Gomes, Lagoa Grande de Cima, Menfis, Capoeiras, Riacho Verde, Limitão, Sítio do Meio, Cacimbinha, Pindurão, Angiquinho, Picos, Serrote de Cima, Amaro, Santa Catarina, Bredos, Pau D’arco, Tingui, Mulungu, Aroeira, Mocó de Cima, Pocinhos, Rancho dos Negros, Boa Esperança e Lagoa do Mato.
A veterinária Mariana Pereira, do SIE, órgão vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca (Sedap), informa que para receber o selo, os estabelecimentos precisam cumprir uma série de etapas estabelecidas por legislação específica e, após a certificação, em caráter permanente, os técnicos realizam inspeções para checar os padrões de qualidade que devem ser praticados desde a recepção dos animais até a embalagem e acondicionamento da carne. “A legislação determina que todos os abates devem ser realizados com a presença de um veterinário oficial do serviço”, lembrou.
Mariana destacou que isso confere a garantia da qualidade do alimento que vai à mesa do consumidor, isento de patologias. Além disso, ela lembrou que as aves passam por rigoroso processo de inspeção desde a origem, pois os animais que serão abatidos só podem circular livremente com a Guia de Trânsito Animal (GTA), emitida pelo serviço veterinário oficial (Defesa Agropecuária) e também por veterinários credenciados. “Esse documento oficial garante a rastreabilidade dos animais do campo até a mesa do consumidor, garantindo um alimento saudável, no caso das aves”, disse.
O abate teste ainda contará com a presença do coordenador do Cooperar, Roberto Vital, e do secretário de Estado do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca, Agamenon Vieira.
Investimentos – Quase 300 famílias na Paraíba foram beneficiadas em projetos de avicultura alternativa apoiados pelo Governo do Estado por meio do Cooperar, em parceria com o Banco Mundial, que investiram recursos estimados em quase R$ 2 milhões nos municípios de Areia, Baía da Traição, Barra de Santa Rosa, Desterro, Guarabira, Monteiro e São Sebastião de Lagoa de Roça. Os recursos foram destinados à construção de abatedouros, galpões, aquisição de equipamentos e outros custos.
Investindo na região – No Cariri, pelo Cooperar em parceria com o Banco Mundial foram investidos R$ 4,2 milhões beneficiando 2.220 famílias de forma direta com 38 projetos nos municípios de Camalaú, Congo, Caraúbas, Gurjão, Monteiro, Prata, Santo André, São Domingos do Cariri, São João do Tigre, São João do Cariri, São José dos Cordeiros, São Sebastião do Umbuzeiro, Serra Branca, Sumé, Taperoá e Zabelê.
Secom-PB

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