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Secretaria de Saúde intensifica combate ao Aedes Aegyptis em Monteiro

A Secretaria de Saúde do município de Monteiro, através do Departamento de Vigilância em Saúde iniciou uma arrojada campanha para combater a proliferação do mosquito Aedes Aegyptis, principal transmissor do vírus da dengue, chikungunya e do zika.

Para o sucesso da campanha será necessária e, de suma importância, a conscientização e participação da população, eliminando focos como recipientes que possam acumular água, acondicionar bem o lixo doméstico, por areia nos vasos das plantas, manter caixas d’água fechadas, usar telas protetoras em portas e janelas, entres outras ações que estão sendo orientadas pela equipe da Secretaria de Saúde.

Com o objetivo de intensificar as ações, a Secretaria de Saúde em parceria com a Secretaria de Infraestrutura está elaborando um calendário especial de coleta de lixo, especialmente nos bairros periféricos da cidade, sem, no entanto deixar de atender as ruas e avenida da área central. Outra ação que deve surtir efeitos positivos é a distribuição do peixe Gup, que se torna um grande aliado no combate as larvas do mosquito.

Um dos fatores que influenciou o aumento nos casos de dengue, da chikungunya e do zika no município foi à falta do larvicida, que é usado no combate ao mosquito, uma vez que a Secretaria de Saúde do Estado tem enviado pouca quantidade, prejudicando as ações que estão sendo realizadas no município.

A passagem do carro fumacê em algumas ruas da cidade também já está sendo feito, mas, deve ser administrado com cuidado, pois, o mesmo poderá trazer ouros problemas de saúde para a população. “O uso do carro fumacê só deve acontecer em casos extremos, pois, poderemos trazer outros problemas à nossa saúde”, adverte a secretária de Saúde de Monteiro, Anna Lorena.

Dengue

A pessoa apresenta febre alta com início súbito; forte dor de cabeça; dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos; perda do paladar e apetite; manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores; náuseas e vômitos; tonturas; extremo cansaço e dor no corpo especificamente nos ossos e articulações.

Chikungunya

Também se verifica o surgimento de febre alta repentinamente; intensa dor nas articulações; cansaço excessivo; dores de cabeça constantes e erupções na pele. Algumas diferenças que se pode notar é hipersensibilidade à luz e a ocorrência de diarréia.
Outro fato observado é que normalmente, os sintomas da chikungunya, assim como os da dengue e zika, diminuem cerca de sete dias após o início do tratamento, mas o cansaço pode se manter por várias semanas e a dor no corpo e nas articulações pode permanecer por meses, podendo acometer a pessoa por até dois anos.

Zika vírus

Um dos diferenciais mais notados entre os sintomas do zika para os outros é a febre baixa (entre 37,8 e 38,5 graus). A doença apresenta também dor nas articulações mais frequentemente nas articulações das mãos e pés, com possível inchaço; dor muscular; dor de cabeça e atrás dos olhos; erupções cutâneas acompanhadas de coceira que podem afetar o rosto, o tronco e alcançar membros periféricos, como mãos e pés.

Porém, o zika pode também não apresentar sintoma algum, permanecendo no corpo do indivíduo. Outros sintomas, não tão frequentes, são observados para o zika: dor abdominal; diarreia; constipação; fotofobia; conjuntivite e pequenas úlceras na mucosa da boca.

Relação entre zika e microcefalia

O Ministério da Saúde confirmou recentemente a relação entre o zika vírus e o surto de microcefalia na região Nordeste. A microcefalia é um déficit do crescimento do cérebro do feto durante a gestação. A má formação é diagnosticada durante o pré-natal ou logo após o nascimento, quando o perímetro do crânio do bebê deve ter mais de 34 centímetros. Em 90% dos casos, a microcefalia pode causar atraso no desenvolvimento mental, dificuldades para enxergar e ouvir e distúrbios neurológicos.

Dados do Ministério da Saúde indicam que até 30 de novembro deste ano, o registro de 1.248 casos de microcefalia em 311 municípios de 14 Estados, número 20 vezes acima do normal. Pernambuco (646 registros); Paraíba (248); Rio Grande do Norte (79); Sergipe (77); Alagoas (59); Bahia (37); Piauí (36); Ceará (25); Rio de Janeiro (13); Tocantins (12); Maranhão (12); Goiás (2); Mato Grosso do Sul (1); Distrito Federal (1).

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