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Programa da UFCG em Sumé comemora o Dia Nacional da Conservação do Solo

Com o objetivo de discutir a importância das estratégias de recuperação e conservação para o desenvolvimento sustentável territorial, o Programa de Ações Sustentáveis para o Cariri (Pascar) e o Laboratório de Solos (Lasol) do Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido (CDSA) da Universidade Federal de Campina Grande promovem o evento ‘A vida do Solo’, alusivo ao Dia Nacional da Conservação do Solo.

O evento teve início nesta terça-feira (12), com a apresentação do Teatrinho do Solo na Escola Pai Eterno e prossegue amanhã (quarta-feira) com a palestra ‘Custos econômicos da erosão do solo’. Na quinta-feira e sexta-feira acontecerá na Área de Convivência da Central de Aulas do CDSA a Exposição Solos do Brasil, além de minicursos direcionados aos estudantes do Centro.

Aprofundar os debates sobre a importância do solo como um dos fatores básicos para a produção agropecuária é o principal intuito do Dia Nacional da Conservação do Solo, instituído por meio da Lei nº 7.876, de novembro de 1989, por iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A proposta é sensibilizar agricultores e a população em geral de que o uso e manejo do solo devem ser feitos de forma sustentável e, por tal motivo, a data não deve passar em branco.

A organização do evento acredita que propor aos alunos das escolas de ensino infantil, fundamental e médio o desenvolvimento de trabalhos e ações sobre aspectos relacionados ao solo permitirá que os estudantes compreendam mais profundamente a importância deste valioso recurso e a necessidade da manutenção de suas potencialidades para o prosseguimento da vida.

“Abrigo para diversas espécies de organismos, recurso complexo, dinâmico e finito, é do solo que brota a vegetação, capaz de formar paisagens distintas e permitir a sobrevivência de diversas espécies que interagem entre si e com o ambiente. Graças ao solo, temos alimento e fibras, matéria-prima para os mais diversos fins, reciclagem de matéria orgânica, filtração e abrigo de água, dentre outras funções ecológicas, por isso nossa existência está ligada a manutenção de sua fertilidade”, destacou a professora.

“O solo é fundamental para a manutenção da população humana na terra, por ser a principal matriz de produção de alimentos e fibras; a sustentabilidade da produção de alimentos e a segurança alimentar e nutricional dependem da manutenção e da melhoria da capacidade produtiva do solo, da adoção de práticas conservacionistas e do respeito a capacidade de suporte desse recurso ambiental”.

A degradação do solo causa inúmeras consequências negativas para o meio ambiente, como a diminuição da matriz de produção, a redução da qualidade e da quantidade d’água, o aumento da variabilidade climática nas áreas de cultivo, a destruição de nichos ecológicos terrestres e aquáticos e da biodiversidade, insegurança alimentar, violência e morte.

“Conhecer o solo, suas limitações, necessidades e potencialidades é o caminho para mudança de atitudes e promoção da sustentabilidade econômica, social e ambiental. Aí está a importância da data, momento em que aproveitamos para discutir e aprofundar temas e técnicas que são essenciais para o bom uso e a conservação do solo”, disse Adriana.



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