“Ele me abusou dentro da cadeia”, diz criança supostamente vítima de assédio do padrasto

No último sábado (5), a Delegacia da Mulher de João Pessoa recebeu uma denúncia de uma mãe que alegou que as filhas sofriam assédio sexual do próprio pai. As supostas vítimas são três meninas, sendo uma de 8 e uma de 9 anos, e uma terceira de 12 anos de idade, que é enteada do suspeito.
Eduardo Coutinho de Oliveira, de 38 anos, atualmente é presidiário do regime semi-aberto na capital paraibana, cumprindo pena por crimes como roubo e homicídio. Segundo a dona de casa Mayane Duarte, que registrou a denúncia, o relacionamento com o homem começou já quando ele era detento, mas ela não imaginava que ele fosse cometer esse tipo de ato com as crianças.
“Estou chocada, porque eu nunca esperava isso dele. Ele chegava, trazia pão, fazia café para os meninos e tratava eles super bem”, conta. “A situação da gente é que não estamos em casa, estamos com medo. Minhas duas filhas mais novas estão com medo. Até agora ninguém entrou em contato com a gente, nem o Conselho Tutelar, nada. Mas eu preferia que ele tivesse me mata ou feito o pior comigo. Eu estou sem chão, sem argumento […] por eu ter sido burra e me envolvido com e pessoa errada, e minhas filhas quem estão sofrendo as consequências”, complementa Mayane.
Criança dá detalhes sobre os abusos
Em entrevista à TV Tambaú, a enteada do suspeito, de 12 anos, revelou que os abusos começaram há pelo menos quatro anos, quando a mãe e as meninas passaram a visitar Eduardo dentro da penitenciária.
“Ele começou a me abusar dentro da cadeia. Era quando minha mãe chegava [no presídio], ela chegava cansada, ia dormir e ele abusava de mim. Ele dizia que não era para eu dizer a mãe porque era ‘um segredo só meu e dele’, e isso ele disse para as minhas duas irmãs também. Ele dizia: ‘Se você disser à sua mãe, você vai ver o que eu vou fazer’”, diz a criança.
A menina ainda relatou que apenas na semana passada tomou coragem para contar sobre o caso para a mãe, quando conversou com as duas irmãs mais novas e descobriu que elas também passavam pela mesma situação.
“A gente ficou com medo porque não sabia qual seria a reação dela. […] Minha irmã disse que ele uma vez, dentro da cadeia, desabotoou o short e mandou ela colocar a mão dentro. A outra disse que ele botou ela por cima dele, desabotoou o short e mandou ela pegar ‘nas coisas dele’. Quero ficar bem longe dele, bem distante mesmo, o quanto possível”, completou a criança.
Eduardo Coutinho segue cumprindo pena pelos crimes anteriores em João Pessoa, mas a Polícia Civil investiga o caso para analisar as medidas a serem tomadas.

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