Atentado na Síria mata 9 e deixa ao menos 100 feridos, diz agência oficial.


Entre mortos estão civis e um guarda de segurança de um complexo militar.
Conselho Nacional Sírio condenou o atentado deste sábado.


Pelo menos nove pessoas morreram e cerca de 100 ficaram feridas no atentado com carro-bomba cometido neste sábado (19) na cidade de Deir ez-Zor, no leste da Síria, informa a agência oficial de notícias Sana.
Forças sírias trabalham no local da explosão em Deir Al-Zor, neste sábado (19) (Foto: Reuters)Forças sírias trabalham no local da explosão em Deir Al-Zor.
O veículo que explodiu continha cerca de mil quilos de explosivos, cuja explosão causou danos materiais em um raio de 100 metros no bairro de Ghazi Masaken Ayash, acrescentou a agência.
 
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Entre os mortos estão civis e um guarda de segurança do complexo militar situado na área, para onde se deslocou uma equipe de observadores da ONU para inspecionar as circunstâncias do atentado.
Uma testemunha disse à agência 'Sana' que o terrorista detonou um veículo em um prédio da Empresa de Construções Militares, o que deixou um buraco de mais de dois metros de profundidade.
Bombeiros trabalham no local das explosões em Deir Al-Zour (Foto: Reuters)Bombeiros trabalham no local das explosões em
Deir Al-Zou.
Uma grande coluna de fumaça se elevou no local do ataque, onde foram registrados vários danos materiais em edifícios e veículos, segundo as imagens divulgadas pela televisão síria.
Já o Conselho Nacional Sírio (CNS) - principal órgão da oposição síria no exílio - condenou neste sábado o atentado suicida cometido em Deir ez-Zor e acusou o regime de estar por trás do incidente.
"Cremos que este atentado criminoso faz parte de um plano do regime para propagar o caos na Síria, depois do fracasso em sua repressão ao povo", declarou à Agência Efe o dirigente do CNS Basma Qadmani.
O grupo negou o envolvimento de grupos opositores sírios no ataque e pediu a criação de uma equipe internacional de investigação para determinar os responsáveis do ataque.
O atentado deste sábado ocorre nove dias após pelo menos 55 pessoas morrerem na explosão de dois carros-bomba na periferia de Damasco, o que representou o atentado mais sangrento desde o início dos protestos populares contra o regime do presidente Bashar al-Assad, em março de 2011.

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