Paraíba está no ranking dos estados que apresentam vergonhosa performance na área de Educação
Nunca é demais nos voltarmos para o exemplo clássico do dínamo que as escolas representam para o crescimento de um país: nos anos 40, o Japão saiu arrasado de seus erros na Segunda Guerra para se tornar uma potência graças a uma política educacional que esteve na base de todos os passos dados por aquela nação no sentido da superação e da autodeterminação.
No entanto, o Brasil ainda parece hesitar em apostar suas fichas na Educação. E nem se pode atribuir exclusivamente às desigualdades regionais a ainda vergonhosa performance do país no que diz respeito a oportunidades de acesso à escola. O pressuposto das distinções se aplica corretamente a estados que, historicamente, apresentam indicadores educacionais sofríveis, como Alagoas (60% da população sem o diploma do ensino fundamental), Piauí (58%) e Paraíba (57%). Mas entes onde as estatísticas sociais (economia, rede escolar, renda per capita etc.) são mais generosas também se desenvolvem timidamente nessa rubrica. No Rio, por exemplo, é injustificável que 36% de sua população não tenham o fundamental completo.
Uma boa pista para se começar a buscar, de fato, saídas para este triste quadro é estudar o perfil da rede pública de ensino no país. É nesse universo que se tem a gênese do processo de aquisição da educação básica dos brasileiros - excetuados, obviamente, aqueles privilegiados cujas famílias podem investir na formação em escolas privadas, de excelência, mas totalmente fora dos padrões orçamentários da absoluta maioria da população. Apenas para citar um dado, em 2009 um levantamento do Ministério da Educação apontava que, entre mil escolas com as piores notas no Enem, 965 eram estaduais. Um sinal tão alarmante quanto inequívoco de que algo vai mal, muito mal na base da Educação brasileira.
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Educação