O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), celebrou nesta terça-feira, 26, que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado relator das investigações sobre os descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. A cúpula da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito deve pedir uma reunião com o magistrado para tratar do tema.
Quero dizer também da minha satisfação em saber que o ministro André Mendonça, do STF, foi encarregado dos inquéritos do INSS. Acertei e acordei com o relator e com o vice, nós vamos pedir imediatamente uma agenda com o ministro André Mendonça, para que a gente possa conversar, trocar ideais”, declarou Viana, em entrevista a jornalistas.
Ele ressaltou ainda que vai pedir ao ministro que todos os inquéritos sejam feitos em colaboração com a CPMI e sejam disponibilizados ao colegiado, para que a comissão tenha as informações que já estão acertadas pela PF, e possa adiantar o trabalho e dar “mais sequência e celeridade à CPMI”.
A próxima reunião do colegiado será realizada na manhã de quinta-feira, 28. De acordo com Viana, na data, deverá ser ouvido o advogado Eli Cohen, que fez “as primeiras denúncias” do esquema de descontos irregulares.
A CPMI aprovou nesta terça-feira ainda convites a todos os ministros da Previdência Social desde 2015 e a convocação tanto dos presidentes do INSS desde aquele ano como do lobista e operador financeiro conhecido como “Careca do INSS“, para prestarem depoimentos. Além disso, a convocação de presidentes de associações de Acordo de Cooperação Técnica (ACT), dos presidentes da Dataprev e do empresário Maurício Camisotti – vinculado a lobistas.
“Não há previsão ainda de convites de outros nomes, desde que isso foi acertado com o relator, estou acertando com a oposição e com o governo. Só faremos convites a pessoas que tenham configurada a sua execução de dados ou beneficiamento em qualquer um dos casos. Enquanto não tivermos certeza de que houve participação, não faremos convocação, especialmente em âmbito político. A CPMI quer ter os pés no chão, queremos seguir as informações técnicas”, afirmou Viana.
Fonte: O Antagonista
