O Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu nesta segunda-feira (30) uma investigação para apurar a morte de um bebê por suposta negligência médica no Hospital da Criança e do Adolescente em Campina Grande, no Agreste da Paraíba, no último domingo (29).
O objetivo é investigar e elucidar as circunstâncias do atendimento à criança e conferir se todos os protocolos foram cumpridos e adotados adequadamente pela unidade. A promotora de Justiça Adriana Amorim, que atua na área da Saúde, é responsável pela investigação.
Foi determinado ainda o envio de ofícios às direções do Hospital da Criança e do Adolescente e do Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. As unidades terão prazo de 15 dias para apresentar informações detalhadas sobre o atendimento realizado.
Relembre o caso
A bebê deu entrada na unidade na última sexta-feira (20) com sinais de síndrome gripal. De acordo com o tio da criança, a médica responsável afirmou que a mãe estaria “exagerando por ser mãe de primeira viagem”, prescreveu dipirona e liberou a criança.
Ao chegar em casa o estado da bebê piorou, com sintomas de vômito e secreção. Diante o ocorrido, os pais retornaram ao hospital na segunda-feira (23), mas, conforme a família, a criança não chegou a ser examinada e recebeu alta novamente, desta vez com indicação apenas de lavagem nasal.
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Horas depois, o quadro piorou e ela passou a apresentar convulsões, levando a família a retornar à unidade entre a segunda (23) e a terça-feira (24). Já em estado grave, a criança foi encaminhada diretamente para a ala vermelha, onde continuou convulsionando.
A criança precisou ser levada à UTI, onde foi entubada. Segundo a família, durante o atendimento, profissionais chegaram a questionar se os parentes eram doadores de órgãos. Ela segue internada em estado grave.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande, prestou solidariedade à família e informou que uma sindicância interna foi instaurada para apurar o caso.
A pasta afirmou que todas as providências já estão sendo tomadas para assegurar a devida responsabilização, caso sejam confirmadas irregularidades no atendimento.