O mês de abril foi marcado por uma sucessão de atritos internos na família Bolsonaro. Diante do cenário de fragmentação, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apelou publicamente para que aliados interrompessem os embates motivados por “mágoas e provocações” e priorizassem o futuro do país.
O movimento do parlamentar ocorreu após o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) trocarem críticas nas redes sociais, evidenciando mais um capítulo de instabilidade na base conservadora.
Em vídeo publicado em seus perfis, Flávio expressou angústia ao ver lideranças “se digladiando”. “O inimigo não está aqui, está do lado de lá. Esse é o tipo de confusão em que não há vencedor. Todos perdem. Precisamos focar no caminho a seguir e perdoar uns aos outros”, declarou.
A busca pela coesão foi reiterada recentemente, quando o senador utilizou a plataforma X para cobrar união após novo desentendimento, desta vez entre Nikolas Ferreira e o vereador Jair Renan (PL-SC). Flávio destacou que, apesar das boas notícias, as cobranças internas o preocupam: “Preciso de todos me defendendo das mentiras da esquerda e esfregando a verdade na cara deles”.
Segundo o cientista político Rafael François Porto, Flávio Bolsonaro tem se posicionado estrategicamente como um “articulador moderado”. O objetivo seria ampliar a base eleitoral sem abdicar da herança política do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, direcionando um discurso mais institucional à elite política e econômica para reduzir a rejeição em torno do sobrenome da família.