
O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) discursou na noite deste domingo em um evento promovido por grupos conservadores que ocorre em Buenos Aires, na Argentina. Na ocasião, ele expôs problemas brasileiros com o crime organizado, associando as facções nacionais ao Irã e ao Hezbollah, e disse que, a partir de 2027 (caso seja eleito), o governo federal se alinhará ao governo de Israel — que segue fazendo ataques a Gaza e tem autoridades na mira do Tribunal Penal Internacional por crimes de guerra.
“A partir de 2027, o Brasil voltará a ser mais irmão do que nunca da Argentina e de todos os nossos vizinhos. E será também, com orgulho e sem o menor medo de dizer isso, irmão de Israel”, declarou o parlamentar brasileiro.
Flávio também aproveitou para reforçar seu discurso de apoio à decisão dos Estados Unidos classificarem as facções PCC e CV como grupos terroristas. “Cerca de um quarto da população brasileira — entre 50 e 60 milhões de pessoas — vive em territórios onde quem manda, na prática, é o crime organizado. A população convive com facções e milícias no próprio bairro. Dezenas de milhões de pessoas vivem em lugares onde há toque de recolher imposto pelo narcotráfico. Onde é proibido chamar a polícia. Onde se paga taxa de proteção para sobreviver. Onde a facção decide quem entra, quem sai, quem vive e quem morre. Isso não é criminalidade comum. Isso é um Estado paralelo, armado, que aterroriza dezenas de milhões dos meus compatriotas. Isso é terrorismo”, disse.
“Em 1992, a Embaixada de Israel, aqui em Buenos Aires, foi destruída por um atentado (…) atribuído pela própria Justiça argentina ao Hezbollah, financiado pelo Irã. Hoje, investigações da nossa própria Polícia Federal — algumas feitas com apoio da inteligência israelense e norte-americana — apontam para a conexão entre essas redes do Hezbollah e facções brasileiras: rotas de cocaína de um lado, contrabando de armas pesadas do outro”, completou.
A fala do senador, lida toda em espanhol no evento, foi transmitida em uma live nas redes sociais há poucos minutos. Ele ainda destacou os presidentes eleitos em diversos países das Américas, cada vez mais alinhados com a direita, seja conservadora e extermista ou não:
- Estados Unidos: Donald Trump;
- Argentina: Javier Milei;
- Chile: José Antonio Kast;
- Peru: Keiko Fujimori;
- Colômbia: Abelardo de la Espriella;
- Bolívia: Rodrigo Paz;
- Equador: Daniel Noboa;
- Paraguai: Santiago Peña;
- Costa Rica: Laura Fernández;
- Panamá: José Raul Mulino;
- Honduras: Tito Asfura;
- República Dominicana: Luis Abinader;
- El Salvador: Nayib Bukele.