O senador e candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) participou do primeiro confronto direto das eleições presidenciais, em que enfrentou o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate da Band, exibido neste domingo (18).
Durante sua participação, o candidato detalhou planos para tratar de temas como Saúde e Segurança Pública. Também confrontou o presidente Lula quanto às investigações envolvendo seu filho, Lulinha, e a lobista Roberta Moreira Luchsinger. Flávio Bolsonaro também fez um “mea culpa” sobre a gestão do pai, Flávio Bolsonaro (PL), durante a pandemia de Covid, em que o Brasil registrou mais de 700 mil mortos.
Segurança Pública
Flávio Bolsonaro afirmou que, em seu governo, vai declarar "guerra ao narcoterrorismo" e que PCC, CV e as milícias são organizações narcoterroristas. Também se dirigiu a pessoas que "moram nessas áreas dominadas" pelo crime organizado e que recuperará "cada metro, rua, bairro e cidade". Também afirmou que construirá 500 milhões de vagas no sistema penitenciário e defendeu endurecimento de penas, sobretudo aos líderes de facções.
Saidinha de presos
Mais a frente, questionou Lula sobre a saidinha de presos e cobrou a postura do adversário em relação à flexibilização das regras de cumprimento de pena. Ao abrir o questionamento, o parlamentar citou casos de repercussão em que condenados cometeram assassinatos enquanto usufruíam do benefício em datas comemorativas.
Flávio Bolsonaro relembrou o assassinato de Renata Telles, ocorrido na véspera do Natal de 2023, afirmando que o autor do crime já cumpria pena por violência e homicídio contra outra mulher antes de receber a liberação do presídio. O candidato também mencionou a morte de um sargento da Polícia Militar em Minas Gerais, baleado em serviço por um apenado em saída temporária que não retornou à prisão.
"Você é a favor ou contra o marginal ter o direito à dita saidinha? Porque ele vetou a saidinha, a gente teve que derrubar a dita saidinha no Congresso Nacional, e ele fez de tudo lá, até acionou a Justiça para tentar fazer com que a dita saidinha voltasse a valer. Lula, por que você está sempre pensando nos direitos dos bandidos e não está pensando nos direitos das vítimas?"
BAND
