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Ney Franco é demitido pelo São Paulo; Muricy é favorito para assumir

Com aproveitamento de 58,6%, treinador é demitido no dia em que completa um ano no Tricolor. Muricy, que está parado, pode voltar

Relação ruim com alguns jogadores, time sem padrão tático, críticas ferrenhas da torcida. Longe de ser uma unanimidade, Ney Franco não resistiu à derrota para o Corinthians por 2 a 1, na última quarta-feira, pela Recopa Sul-Americana, e, nesta sexta-feira, dia em que completou um ano no São Paulo, foi demitido. O anúncio foi feito em entrevista coletiva no CT. A decisão não foi unânime. O diretor de futebol Adalberto Baptista era contra a demissão, mas acabou sendo voto vencido.
Ney Franco sai com um título (Copa Sul-Americana) e fracassos no Paulistão e na Libertadores. Sob seu comando, o time disputou 79 partidas, conquistou 41 vitórias, 16 empates e 22 derrotas - aproveitamento de 58,6%. Com ele, saem Éder Bastos (auxiliar) e Alexandre Lopes (preparador físico).
No clássico contra o Santos, domingo, no Morumbi, o auxiliar técnico Milton Cruz comandará a equipe interinamente.
A diretoria já corre atrás de um substituto e Muricy Ramalho, tricampeão brasileiro pelo tricolor, em 2006, 2007 e 2008, é o nome mais cotado.
Desentendimentos e falta de padrão tático
Substituto de Emerson Leão, Ney Franco teve sua contratação anunciada no dia 5 de julho do ano passado. Chegou respaldado pelo bom trabalho na seleção brasileira sub-20, onde conquistou os títulos sul-americano e mundial da categoria. Foi considerado a peça ideal para dar uma nova cara ao time e ainda trabalhar com os garotos revelados no CT de Cotia.
Durante todo o período, o treinador não conseguiu dar padrão de jogo à equipe. O crescimento no segundo semestre ocorreu muito mais por causa do ótimo momento de alguns jogadores, como Jadson, Osvaldo e Lucas, do que por crescimento tático. Além do mais, logo no começo do seu trabalho, o técnico se envolveu em polêmica com o capitão Rogério Ceni. Em partida contra a LDU de Loja, do Equador, pela Copa Sul-Americana, o capitão, gesticulando bastante, pediu a entrada de Cícero. O treinador não gostou, colocou Willian José e ainda mandou o recado na entrevista coletiva realizada na ocasião:
- Eu sou o treinador, quem decide sou eu.
Logo depois, o goleiro deu uma entrevista e minimizou a polêmica. Desde então, a relação entre eles se tornou apenas profissional.

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