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Babalorixá diz que acusado em morte de criança em Sumé não é “pai de santo”

O Babalorixá Italo de Akueran Batista, delegado das federações Nacional e Internacional de religiões de matrizes africanas, esclarece que o homem de 41 anos, um dos suspeitos de participação no assassinato da criança de 5 anos na cidade de Sumé, no Cariri paraibano, não consta na lista oficial de Babalorixás cadastrados no país.

Segundo Ítalo de Akueran, o homem é uma pessoa comum cujo nome nunca esteve nos registros oficiais das federações que primam pelo cultivo da paz, amor e caridade. “Este elemento que fez isto, nunca foi, o chamado ‘pai de santo’. Em nossos registros de C.N.P.J. o nome deste monstro não possui cadastro”, afirmou o Babalorixá que, chocado com tamanha crueldade praticada contra uma criança, deseja que a Justiça de Deus seja feita.

O menino Everton Siqueira da Silva, que estava desaparecido desde o domingo (11), foi encontrado na manhã da terça-feira (13) em um matagal localizado na cidade de Sumé, com sinais de espancamento, um corte do pescoço até o tórax aberto e o pênis decepado. Investigações da Polícia revelaram que ele foi morto durante um ritual de magia negra do qual participavam quatro pessoas, além do falso “pai de santo”.

Um dos detidos, o deficiente mental João Batista Alves de Sousa, 51 anos, foi estrangulado por Daniel Ferreira dos Santos, 30 anos, padrasto da criança, no interior do Presídio de Segurança Máxima PB1, onde ambos estavam sendo mantidos para averiguação, após sofrerem tentativa de linchamento por parte da população revoltada com a morte da criança. Segundo informações do delegado Paulo Rabelo, que está a frente das investigações, o assassinato praticado na prisão foi uma tentativa do padrasto ludibriar os trabalhos de elucidação do caso afirmando falsamente que João Batista teria confessado o crime.

A mãe da criança, Laudenice dos Santos Siqueira, e outro amigo da família também são suspeitos de participação no crime bárbaro e permanecem presos.

Histórico – Babalorixá Ítalo Akueran

O Babalorixá Ítalo Akueran, hoje conhecido como Babá Ítalo Akueran foi iniciado em Lecé Orixá em 1987 com missões de cuidar dos animais de rua e orientar os mortais em caminhos de Odús, dentre outras tarefas.

Ítalo gosta de enxergar as realidades do culto afro com muita originalidade, roupas rústicas dos orixás, dos eguns e prima pela retidão das coisas. Viaja muito pelo Brasil a fora em missão de pagar os Orôs de outros zeladores de santo e, hoje, reside na cidade de Sousa, no Sertão da Paraíba.

Nas religiões afro-brasileiras, o sacerdócio é dividido em:

Axogun – Um dos cargos mais importante do Candomblé. Porém, como não é rodante, não pode iniciar ninguém sem a participação de um babalorixá ou iyalorixá.

Babalawo – Sacerdote de Orunmila-Ifa do Culto de Ifá

Bokonon – Sacerdote do Vodun Fa

Babalorixá ou Iyalorixá – Sacerdotes de Orixás

Doté ou Doné – Sacerdotes de Voduns

Tateto e Mameto – Sacerdotes de Inkices

Ojé – Sacerdote do Culto aos Egungun

Babalosaim – Sacerdote de Ossaim

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