Rádio Monteiro - Online

Justiça faz 1ª audiência da morte de criança em ritual de magia negra na Paraíba

Ocorre na manhã desta quarta -feira (18), no Fórum Desembargador Arquimedes Souto Maior Filho, no município de Sumé, a 264 km de João Pessoa, a primeira audiência de instrução e julgamento dos quatro acusados pela morte de Éverton Siqueira, de cinco anos, que teria sido assassinado durante um ritual de magia negra em outubro 2015, conforme inquérito da Polícia Civil. Os acusados foram indiciados por homicídio triplamente qualificado.

A juíza informou que neste primeiro momento , serão interrogados um amigo da família, a mãe do menino, o padrasto e o suposto pai de santo que, de acordo com a Polícia Civil, comandou o ritual da morte da criança, além de testemunhas de defesa e acusação.

“Por ordem nós iremos ouvir as testemunhas de indicadas pela acusação e, em seguida, as indicadas pela defesa. Após isso iremos promover o interrogatório dos acusados, que foram todos indiciados por homicídio triplamente qualificado”, disse a juíza.


A mãe, o pai, o amigo da família e o suposto pai de santo foram denunciados pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) pelos crimes de ocultação e destruição de cadáver, morte por motivo torpe, vilipêndio a cadáver, associação criminosa, entre outros delitos. 

A mãe, o padrasto e um amigo da família estão recolhidos em presídios de João Pessoa. Por motivo de segurança, o suposto pai de santo está preso na penitenciária da cidade de Catolé do Rocha. Defensores públicos nomeados para a defesa dos acusados estão presentes na audiência. 

O crime

O garoto desapareceu no dia 11 de outubro e teve o corpo encontrado na manhã do dia 13 do mesmo mês em um matagal próximo à cidade de Sumé.

De acordo com a versão do padrasto, ele saiu de manhã para procurar o garoto e, ao perguntar a uma pessoa conhecida, foi informado que uma criança teria sido encontrada no matagal. Ao chegar ao local, se deparou com o enteado morto em uma vala, com o corpo totalmente aberto e o pênis decepado. 


0 comentários:

Postar um comentário