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Trabalhadores da Cagepa paralisam atividades e prejudicam cidades do Cariri

Cerca de 2 mil trabalhadores da Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (Cagepa) paralisam as atividades a partir das 7h desta sexta-feira (19) na Paraíba. A decisão se deu em assembleia da categoria, uma vez que não se chegou a um acordo entre a empresa e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba (STIUPB), que representa os trabalhadores da Cagepa em todo o Estado, exceto João Pessoa. Os representantes da categoria não descartam a possibilidade de prejuízos no abastecimento.

Com a paralização dos trabalhadores, decidiram desativar o abastecimento em várias cidades do Cariri que estão sendo abastecidas pelo manancial de Sumé.

“Vamos manter 30% do pessoal. O contingente já está reduzido e essa é justamente uma das reclamações que motivaram essa paralisação”, disse Guilherme Mateus de Barros, diretor financeiro do sindicato.

A paralisação terá a duração de 24 horas, prevista, portanto, para terminar às 7h do sábado. Os trabalhadores afirmam que a direção da companhia tenta retirar direitos históricos da categoria, e implementar jornadas excessivas de trabalho, principalmente para o pessoal de operação.

A mesa redonda ocorrida no dia 15 na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), em João Pessoa, terminou sem acordo.

O diretor Administrativo e Financeiro da Cagepa, Jorge Gurgel, disse, na frente de cerca de duzentos trabalhadores que lotaram as dependências da SRTE, que a empresa “está trazendo a melhor proposta” reafirmando que a empresa encontra-se no limite financeiro.

De acordo com o sindicato, a proposta de reajuste da empresa foi de 9,83%, representando o índice inflacionário do período de maio de 2015 a abril de 2016, dividido em parcelas a serem pagas até abril do ano que vem.

Mas segundo o sindicato, o descontentamento dos servidores é principalmente a retirada de direitos como auxílio transporte e adicional de insalubridade.

A paralisação desta sexta-feira, segundo os servidores, tem caráter de advertência, mas os trabalhadores não descartam a possibilidade do início de uma greve por tempo indeterminado, caso não haja negociação.

Os trabalhadores vão se reunir na sede da empresa, no Centro de Campina Grande, a partir das 8h desta sexta-feira.

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