Lâmina d'água do Açude de Boqueirão diminui 1cm após evaporação e consumo, diz Dnocs


Diminuiu em 1 cm a lâmina d'água do Açude Epitácio Pessoa, conhecido como Boqueirão, no Cariri paraibano. A informação dada pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs-PB) é que a perda, que corresponde a 370 mil m³ de água, aconteceu entre a quinta (9) e esta sexta-feira (10), após evaporação e abastecimento para consumo.

Agora Boqueirão está com 106.071.160 m³ de água, o que corresponde a 25,7% da sua capacidade total. Conforme o engenheiro chefe do Serviço Técnico da Coordenadoria Estadual do Dnocs-PB, Francisco Mariano, o açude não está sendo abastecido pela água da chuva, nem pela água da transposição do Rio São Francisco.

“A água que entra em Boqueirão está sendo utilizada para abastecimento na região de Campina Grande. Essa quantidade de 1 cm da cota baixou devido à evaporação, que leva a água tanto ou igual ao consumo”, informou o engenheiro.

De acordo com o chefe do Posto de Operações do Dnocs em Boqueirão, Evandro Pereira, o açude não está recebendo água da transposição porque o bombeamento das águas continua em manutenção.

“Está tudo parado de novo, tanto no açude de Poções quanto no de Camalaú, o bombeamento das águas continua em manutenção. Antes tinha entrado água aqui em Boqueirão devido à necessidade, quando tava praticamente em 2% da capacidade do açude, então foi uma emergência”, disse Evandro.

Ainda segundo o chefe de operações do posto em Boqueirão, o açude também não está mais recebendo água dos rios Taperoá e Paraíba. “Isso não está acontecendo porque, mesmo com as chuvas que tem tido na região, o Rio Paraíba está apenas mantendo a água que tem e o Rio Taperoá já está praticamente sem água”, explicou.

Volume em outros açudes da Paraíba

Açude Mãe D’Água, no complexo em Coremas, está com 45,14 milhões de m³ de água, o que corresponde a 12,58% da capacidade total;
Açude Estevam Marinho, também no complexo em Coremas, está com 108.20 milhões de m³ de água, o que corresponde a 18,2% da capacidade total;
Açude São Gonçalo, em Sousa, está com 24,29 milhões de m³ de água, o que equivale a 54,46% da capacidade total;
Açude Engenheiro Ávidos, em Cajazeiras, está com 54,88 milhões de m³ de água, que corresponde a 21,5% da capacidade total.


Bombeamento suspenso por duas vezes

O bombeamento das águas da Transposição do Rio São Francisco para o Boqueirão já havia sido suspenso pelo menos duas vezes em fevereiro deste ano, mas voltou a funcionar ainda no dia 14 do mesmo mês. Segundo o gerente de Monitoramento de Barragens da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa), Alexandre Magno, a vazão era de cerca de 50% em relação ao que era regularmente colocado de 2017 a março de 2018.

A primeira suspensão do bombeamento pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) ocorreu no dia 1º de fevereiro, para ajustes e verificações do funcionamento dos equipamentos hidromecânicos. Conforme a pasta, o reservatório tem tranquilidade hídrica para assegurar o atendimento das regiões beneficiadas, e a variação do volume de água entregue pelo Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco no Rio Paraíba, em Monteiro, não prejudica o abastecimento da população da Paraíba atendida pelo sistema.

Três recargas registradas em janeiro

O volume do Boqueirão já havia aumentado após três recargas registradas no mês de janeiro deste ano. Na primeira recarga, no dia 5, o volume do açude aumentou 3 cm na lâmina d’água, após cheia no rio Taperoá, ficando com 20,4% da capacidade total.

A segunda recarga, de 12 cm, aconteceu entre os dias 6 e 7 de janeiro, após chuvas que provocaram cheia tanto do Rio Taperoá, quanto no Rio Paraíba. Com isso, o Boqueirão atingiu 20,8% da capacidade total.

Já a terceira recarga aconteceu entre os dias 17 e 18 de janeiro, quando o açude aumentou 21 cm na lâmina d’água, também após cheia nos rios Taperoá, em Cabaceiras, e Paraíba.


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