Com a nova
representação protocolada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contra
Alexandre de Moraes na última quarta-feira (23), o número de pedidos de
impeachment contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) chegou a 70
desde 2021.
Todos seguem sem
análise, parados na mesa da presidência do Senado.
O levantamento
considera os pedidos apresentados a partir de 4 de janeiro de 2021 — data em
que Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ainda em seu primeiro mandato à frente
do Senado, arquivou todas as ações que tramitavam até então contra integrantes
da Corte.
De lá para cá, a pilha
de petições só cresceu, com forte concentração em nomes mais visados por
parlamentares da oposição.
O ministro Alexandre de
Moraes é, disparado, o principal alvo: são 29 pedidos de impeachment pendentes
contra ele, o equivalente a 41% de todas as ações que tramitam no Senado contra
ministros do Supremo.
Moraes lidera com folga
o ranking de representações apresentadas, seguido por Roberto Barroso, atual
presidente da Corte, que soma 19 pedidos.
Veja
a lista completa:
Alexandre de Moraes: 29
pedidos
Luís Roberto Barroso:
19
Gilmar Mendes: 7
pedidos
Dias Toffoli: 4
Edson Fachin: 3
Flávio Dino: 3
Cármen Lúcia: 3
Luiz Fux: 2
Dos 11 ministros que
integram atualmente o STF, apenas três ainda não são alvos de pedidos de
destituição: André Mendonça, Nunes Marques e Cristiano Zanin.