Presidente da OAB-PB, Odon Bezerra, conversou com os rebelados.
Rebeliões em dois presídios de João Pessoa começaram na terça.
Máxima PB1 e PB2 em João Pessoa. As rebeliões começaram na noite da terça-feira (29) e já dura mais de 14 horas. O tenente-coronel Arnaldo Sobrinho, gerente executivo do Sistema Penitenciário da Paraíba, informou que duas bananas de dinamite foram encontardas durante um pente-fino no PB1.
De acordo com Odon Bezerra, os presidiários disseram que as divergências entre duas facções criminosas deram início ao tumulto. Uma outra causa apontada foi o atraso nos processos penais. “Eu conversei com os apenados e eles pediram pressa nos processos”, disse o presidente da OAB-PB. Odon Bezerra contou ainda que já recebeu ligações de detentos que estavam em presídios de João Pessoa. A Secretaria de Administração Penitenciária desconhece o fato de detentos utilizarem celular nos presídios.Além dessas duas possíveis causas para as rebeliões, o coronel Lívio Sérgio Delgado, da Polícia Militar, informou que na terça-feira alguns detentos teriam se desentendido no Complexo de Segurança Máxima.
No Complexo de Segurança Máxima PB1 e PB2 na noite da terça-feira (29) os detentos atearam fogo em objetos, provavelmente, em colchões. Um dos detentos foi ferido com um tiro na cabeça e encaminhado para o Hospital de Emergência e Trauma. De acordo com o assessoria de imprensa do Trauma, ele está em estado gravíssimo.
De acordo com as informações do coronel Lívio Sérgio Delgado, da Polícia Militar, os detentos do complexo de segurança máxima conseguiram entrar na cozinha e pegar facas. “A gente sabe que tem gente armada, mas a Polícia Militar ainda não conseguiu entrar na parte interna do pavilhão”, o coronel Lívio disse ainda que os detentos obstruíram as entradas do pavilhão com diversos objetos e isto está dificultando a entrada da polícia.
Roger.
Um comitê de negociações foi formado pelas Secretarias de Segurança e Defesa Social, Administração Penitenciária, Comando da PM, Bombeiros e Pastoral Carcerária, para realizar as negociações com os detentos.
O comitê conseguiu que os rebelados liberassem um detento do PB2 que estava ferido. O grupo de negociações é formado pelo secretário de Administração Penitenciária, tenente-coronel Washington França; secretário de Segurança e Defesa Social, Cláudio Lima; gerente executivo do Sistema Penitenciário, tenente-coronel Arnaldo Sobrinho; comandante do 1º Batalhão, tenente-coronel Paulo Almeida Martins; comandante do 5º Batalhão, tenente-coronel Lívio Carvalho; comandante da 4ª Companhia, Carlos Roberto de Sena; comandante do Batalhão de Operações Especiais, major Jerônimo Bisneto; comandante da Policia Metropolitana, tenente-coronel Américo, e o coordenador estadual da Pastoral Carcerária, padre João Bosco.
Os trabalhos contam ainda com o apoio do Corpo de Bombeiros e Samu. O juiz da Vara de Execuções Penais, Carlos Neves da Franca Neto, também acompanha as negociações. Os detalhes sobre os danos causados ainda não foram contabilizados pelas autoridades.
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