Desembargador nega pedido de Habeas Corpus em favor do ex-diretor da Cadeia de Sumé


O ex-diretor da Cadeia Pública da cidade de Sumé, Alberto Limonta, teve seu pedido de Habeas Corpus negado na última sexta-feira, 27 de abril, pelo Desembargador Joás de Brito Pereira, por entender que não houve elementos suficientes por parte da defesa do ex-diretor para pedir liminar e por isso indeferiu a solicitação.

O ex-vereador continua detido na cadeia de São João do Cariri acusado dos crimes de peculato e corrupção passiva, cometidas no exercício da função de diretor da unidade prisional.

ENTENDA O CASO

Alberto Limonta foi preso por policiais da 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil – Monteiro, dando cumprimento a dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão, fato ocorrido na tarde da terça-feira, 17 de abril.
 
O Delegado Regional, Danillo Borba, informou que a investigação se iniciou mediante uma requisição ministerial de instauração de inquérito (expedido pelo Promotor da Comarca de Sumé). Da requisição, constava que Limonta estaria cometendo vários crimes, dentre eles: Peculato, Corrupção Passiva e Abuso de Autoridade. Após uma investigação prévia, constatou-se que Limonta cometeria o crime de peculato, quando desviava os alimentos disponibilizados para a cadeia pública pela Secretaria de Administração Penitenciária e os vendia na feira de Sumé, tais como charque, arroz, ovos, óleo; o de corrupção passiva quando o ex-diretor recebia vantagens indevidas (em sua maioria dinheiro) para proporcionar regalias a alguns presos e o de Abuso de Autoridade se consumava, quando o diretor constrangia os detentos a praticarem atos a que não eram obrigados, impedindo-os de se comunicar com seus familiares por cartas, inviabilizando o direito constitucional a comunicação.

O delegado Rodrigo Monteiro, designado especialmente para apurar as denúncias, informou que as testemunhas e declarantes foram unânimes em confirmar as acusações contra o Ex-diretor e ainda informaram que outras testemunhas e informantes estariam se sentidas constrangidas a deporem na Polícia Civil contra Limonta, haja vista a atuação dele em cooptá-los. 

A prisão de Limonta se deu no ônibus escolar da Cidade de Sumé, quando ele se dirigia para Campina Grande. Entretanto Delegado Regional Danillo Orengo teve conhecimento que o investigado estaria de mala pronta e iria se evadir, quando a Polícia Civil e Militar interceptaram o ônibus e deram cumprimento ao mandado de prisão em desfavor dele.  

DENÚNCIAS DE ESTUPRO

Antes da prisão, o ex-diretor da Cadeia Pública de Sumé foi porta voz de uma denúncia na última terça-feira, 10 de abril, que duas filhas do presidiário conhecido por Beto Barbosa, preso na Cadeia Pública de Sumé, haviam sido estupradas por dois agentes civis e um policial militar.

As denunciantes são uma jovem de 18 anos e uma adolescente de 17, que inclusive está grávida. A denúncia é de que as garotas teriam sofrido os abusos no dia 3 de abril. Um dos agentes teria segurado a menor de idade à força, enquanto o outro dava cobertura. Já a maior de idade teria sido levada para a sala da direção da cadeia pelo policial militar.

Segundo a denúncia formulada pelas duas irmãs, elas teriam sofrido abuso sexual por parte de um policial militar e dois agentes penitenciários quando tentavam visitar o pai que está detido na cadeia pública de Sumé, cidade localizada a cerca de 281km de João Pessoa.

Um dia após as denúncias o Portal VITRINE DO CARIRI obteve a informação de que as denúncias formuladas pelas irmãs poderia ser uma armação para incriminar os policiais e que elas teriam o apoio de Alberto Limonta.

SOLIDARIEDADE

Mesmo diante das suspeitas de envolvimento do ex-diretor da Cadeia Pública de Sumé, algumas lideranças políticas do município de Sumé divulgaram nota com a imprensa emprestando solidariedade ao ex-vereador Alberto Limonta, exonerado do cargo de Diretor da Cadeia de Sumé na segunda-feira, dia 16.

Alberto Limonta continua preso na Cadeia Pública de São João do Cariri e os seus advogados devem recorrer da decisão do Desembargador ao pleno do Tribunal de Justiça.

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