A presidente manifestou um posicionamento que já vinha sendo externado por integrantes do primeiro escalão
Sem citar as greves, Dilma disse que seu governo vai "assegurar emprego para aquela parte da população que é mais frágil, não tem direito a estabilidade, porque pode e esteve muitas vezes desempregada".
"O Brasil sabe, porque tem os pés no chão, que ele pode e vai enfrentar a crise e passar por cima dela assegurando emprego para todos os brasileiros", afirmou.
A presidente manifestou um posicionamento que já vinha sendo externado por integrantes do primeiro escalão do Planalto.
No último dia 27, por exemplo, a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) afirmou que a prioridade do governo no momento são os trabalhadores da iniciativa privada.
O argumento da crise internacional também já foi utilizado pelo ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência). Em entrevista à Folha, Carvalho afirmou que a crise econômica recomenda prudência ao governo na negociação com os servidores.
"Em 2009, a crise, apesar de aguda, seria de duração curta. Hoje, estamos diante de uma crise profunda e sistêmica. Por isso é recomendado prudência maior", disse o ministro, que indicou, porém, chances de haver aumentos, mesmo que pontuais.
"O real é que o governo, para a maioria das categorias, ainda não apresentou proposta. Temos até o dia 31 para fazê-lo. Estamos tentando esgotar todas as possibilidades, cotejando os números para ver que propostas vamos fazer", disse.
A ministra Miriam Belchior (Planejamento), negociadora do governo com o movimento grevista, prometeu para a próxima semana uma resposta final sobre o reajuste aos servidores federais.
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