A oposição do governo
federal na Câmara dos Deputados apresentou, na segunda-feira (29), um novo
pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo
Tribunal Federal (STF). A informação foi divulgada pelo deputado Cabo Gilberto
Silva (PL-PB), líder da oposição na Casa.
O novo pedido tem como
base reportagens jornalísticas que indicaram que Moraes teria realizado
intervenções diretas junto ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em
prol do Banco Master — investigado por fraudes bilionárias. O documento ainda
menciona o contrato de R$ 129 milhões entre o escritório de advocacia da esposa
do ministro, Viviane Barci de Moraes, e a instituição financeira.
Para a oposição, a
situação indica “interferência indevida em órgão constitucionalmente autônomo e
conflito de interesses”. Alegam, ainda, que a conduta atribuída a Moraes é
"incompatível com a dignidade, a honra e o decoro exigidos do cargo",
sugerindo "favorecimento indireto de interesses econômicos vinculados ao
seu núcleo familiar". As acusações são negadas pelo ministro.
Segundo Silva, o pedido
de impeachment será protocolado em fevereiro de 2026, quando o Legislativo
voltará do recesso. Até lá, o deputado disse esperar conseguir ao menos 200
assinaturas.
"A nossa meta como
liderança da oposição é ultrapassar o maior número já existente na história da
República Federal do Brasil, que é mais de 150 deputados federais e mais de 40
senadores da República. Temos que esperar os demais congressistas que não
puderam interromper seus recessos. Temos a assinatura de 100 deputados e 14
senadores. Queremos chegar a 200 congressistas", afirmou.