Os aposentados e pensionistas que tiveram descontos
indevidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) têm até 14 de fevereiro
para pedir o ressarcimento, anunciou o presidente do instituto, Gilberto
Waller. Em entrevista ao programa a Voz do Brasil, ele fez um balanço
atualizado sobre os pedidos.
De acordo com presidente Waller, cerca de 6,2
milhões de beneficiários contestaram descontos indevidos do INSS, dos quais 4,1
milhões de beneficiários já foram ressarcidos, em valores que somam R$ 2,8
bilhões. O governo estima, no entanto, que ainda existam 3 milhões de
aposentados e pensionistas aptos a solicitar a devolução.
O prazo original se encerraria em 14 de novembro. No
entanto, o Ministério da Previdência Social decidiu ampliar o período para
garantir que todos os afetados possam registrar seus pedidos.
O esquema de descontos indevidos foi revelado pela
Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral
da União (CGU), que identificou fraudes em Acordos de Cooperação Técnica (ACTs)
firmados entre o INSS e entidades associativas. As investigações levaram ao
afastamento de parte da cúpula do instituto em abril.
Na entrevista, Gilberto Waller ressaltou o esforço
coordenado de órgãos federais para ressarcir as vítimas dos descontos não
autorizados. O presidente do INSS também destacou a união entre o instituto, a
Advocacia-Geral da União (AGU), a CGU e a Polícia Federal para rastrear os recursos
desviados e entrar com ações na Justiça para recuperar o dinheiro.
Como
pedir a devolução
Os beneficiários podem abrir pedidos de
ressarcimento pelos canais oficiais do INSS:
·
Aplicativo ou site Meu INSS, com login
no Portal Gov.br;
·
Telefone 135, com atendimento gratuito
de segunda a sábado, das 7h às 22h;
·
Agências dos Correios, que oferecem
suporte gratuito em mais de 5 mil unidades.