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Bolsonaro define R$ 20 bi para vacina e fala em “termo de responsabilidade”

Bolsonaro define R$ 20 bi para vacina e fala em “termo de responsabilidade”

Valor citado é mais de dez vezes maior do que o liberado para a compra da desenvolvida pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca
15 de dezembro de 2020
O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta segunda-feira (14), que irá assinar uma medida provisória (MP) liberando R$ 20 bilhões para compra de vacinas contra a Covid-19. Ele afirmou ainda que será editada outra MP estabelecendo a necessidade da assinatura de um termo de responsabilidade por quem foi tomar o imunizante.
— Eu devo assinar amanhã uma medida provisória de R$ 20 bilhões para comprar vacina — disse Bolsonaro, em conversa com apoiadores da porta do Palácio do Alvorada. — Tem outra medida provisória talvez amanhã. Não é obrigatório, vocês vão ter que assinar termo de responsabilidade para tomar. Porque a Pfizer, por exemplo, é bem clara no contrato: “nós não nos responsabilizamos por efeitos colaterais”.
O valor citado é mais de dez vezes maior do que o liberado para a compra da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca. Para 100 milhões de doses, o governo vai desembolsar R$ 1,9 bilhão.
— Tem gente que quer tomar, então toma, a responsabilidade é tua. Se der algum problema aí, espero que não dê…
O presidente ainda questionou o período em que a vacina é capaz de proteger contra o novo coronavírus.
— Essa vacina agora, qual a validade dela? Você toma hoje e fica imune por quanto tempo? Daqui a quanto tempo você tem que tomar outra dose? Está custando agora para nós, no início, R$ 20 bilhões.
O presidente voltou a defender medicamentos ineficazes para o tratamento contra a Covid-19, reclamou do uso de máscaras e disse que quem está pegando a doença agora é porque “ficou em casa”.
— Quem está pegando agora é que ficou em casa. E outra, esse vírus vai viver conosco até morrer.
Além das doses da AstraZeneca o Brasil também tem acordo para aquisição de 42,5 milhões de doses do consórcio Covax, coordenado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No Covax, a OMS disponibiliza vacinas à medida que forem aprovadas para uso, independente do laboratório desenvolvedor.
O governo também afirmou que o Brasil já está em negociação para obter 70 milhões de doses da vacina da Pfizer.
O plano de vacinação enviado pelo Ministério da Saúde ao Supremo Tribunal Federal (STF) diz ainda que o governo tem orçamento reservado para a compra de outras vacinas em fases de testes e cita 13 delas como “candidatas”, como a CoronaVac, do laboratório Sinovac, que será produzida pelo Instituto Butantan.
A CoronaVac é centro de uma disputa entre o governo de São Paulo e o governo federal. O governador do estado, João Dória, promete iniciar a vacinação em São Paulo no dia 25 de janeiro. A fixação dessa data gerou reação de governadores, como o de Goiás, Ronaldo Caiado.

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