Consumidor deve procurar alternativas mais baratas enquanto custos não caem
Alimentos como tomate, cenoura, batata, cebola e mandioca estão chegando mais caros à mesa e elevando a cesta básica do brasileiro. A inflação deles está mais alta que a de carnes e peixes, que acumulam variação de 5,46% no ano, e também que a do frango, cujo índice teve aumento de 5,64% no período.
Para driblar essa alta, os consumidores devem pesquisar os preços, recomenda Julia. Outra alternativa é tentar consumir, na medida do possível, produtos que tenham mais disponibilidade nesta época do ano e que não sofram tanto com os problemas climáticos.
— No caso dos legumes, pode-se incluir a berinjela e o aspargo, por exemplo.
A Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), que facilita a comercialização, distribuição e armazenamento de produtos hortifrutigranjeiros, confirma o encarecimento da batata na mesa do paulistano, como a diminuição da produção.
— De fato, problemas sazonais reduziram a produção e o volume ofertado de batata aqui na Ceagesp. A tendência é que a situação se normalize ainda neste mês.
O consumidor poderá sentir os alimentos aliviando o bolso ainda neste ano, afirma Julia. Em novembro, a safra já é mais favorável para os tubérculos e a inflação de batata, beterraba e cenoura começa a desacelerar.
A chegada das chuvas também vai beneficiar itens como nabo, pepino, pimentão e tomate, este último o vilão dos últimos meses.
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Economia